tanto prazer em vê-lo afundar



Deveria me envergonhar por rir tão gostosamente ao te encontrar num abismo cavado por ti mesmo? Dizem que os bons deixariam que apenas Deus punisse os pecadores. Sendo Deus de mim, escolho te punir com meu riso. Conheço cada centímetro da sua podridão. Do cheiro de carniça que sai do seu umbigo. O sorriso melado e grudento que encanta as moscas. Sozinho à mesa do jantar me dou o luxo do regozijo à luz da ironia que é conhecer as mentiras do inimigo. 


Se eu pudesse arrancar meu coração e os fios venenosos que ainda o enraizam, das sementes que plantou em mim, eu o arrancaria. Sem coração, não seria possível sentir tanto prazer em vê-lo afundar. Sem coração não seria possível nutrir em oração que o mesmo Deus que torce o nariz pra minha mesquinharia esperando sua queda, te derrubasse e eu seguiria em frente, cinza. 


De cinzas quero ver apenas o que sobrar de você quando arder nas chamas das consequências dos seus atos. E eu vou ver de camarote. E vou rir. Deliciosamente. 





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