Primitivo, adolescente, imaturo
Encaro o espaço em branco, em branco. Sem ideia. Sem emoção. Só a febre. Febre em desejo. Desejo de troca.
Foi sempre o dilema. Abrir a porta e permitir entrada. Fechar a porta e negar saída. Surpresa é aprender que a fresta que engole é a mesma que cospe, a tranca não tem lado. A porta foi escancarada e a criatura se libertou. Inexperiente, narinas infladas, olhos arregalados, língua aflorada. Primitivo, adolescente, imaturo. Deixou veneno entrar, destilou veneno ao sair. Ninguém encontra o veneno que vem, só o que vai.


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